Review Reign 1x13: The Consummation



Nunca confie em um vidente que precisa de sexo ou uma tentativa de suicídio pra fazer previsões.

Aos poucos, o misticismo vai sendo derrubado em Reign. Clarissa não é mais um fantasma, as ameaças da floresta nada mais são do que rituais pagãos, e as visões de Nostradamus passam a se tornar extremamente tendenciosas, se alterando como a realidade dos fatos e gerando múltiplas interpretações. Digo isso, pois a morte de Aylee pode ser vista de forma questionável, levando em consideração que Clarissa a provocou para que Mary acreditasse na profecia.

A questão é que a credibilidade das palavras do vidente é justamente o agente propulsor de toda a trama que tivemos até aqui. Porém, existe uma questão a ser explorada com este fato, pois esta mudança do destino previsto gera um precedente para que Francis possa viver (caso os roteiristas sigam esse caminho), pois condiciona a vida dele não mais ao casamento com Mary, e sim a vida de Clarissa. Resumindo, se esta realmente morrer, talvez o primogênito de Catherine possa viver. Ou pelo menos, a rainha da França pode pensar assim. Apesar dessas teorias, a vida de Nostradamus não deve durar muito e com essa consideração, até o final da temporada já são esperadas no mínimo mais três mortes. Isso, se a roteiro seguir a versão original dos fatos.


No contexto gerado momentaneamente pela confusão interpretativa, a chegada à corte da mãe de Mary se tornou fundamental para agilizar o processo de decisão da filha em relação a seus sentimentos. A falsa notícia da morte da rainha da Inglaterra foi realmente uma manobra brilhante, porém a maestria ficou (como sempre) pela ação de Catherine ao forçar Mary a decidir quem ela realmente amava, usando a própria vontade de garota de guiar o seu destino ao invés de ser manipulada pelas decisões políticas. Forçando-a para decidir livre de qualquer pressão externa ou notícia que pudesse nublar seu julgamento.

Confesso que me irritou a indecisão de Mary e sua afirmação de “amar os dois”, porém mais uma vez Reign surpreendeu ao resolver rapidamente a questão, ao invés de arrastar-la por demasiados episódios. Apesar de gostar de Bash, a decisão por Francis foi mais do que coerente no contexto da personagem. O príncipe era seu prometido desde criança, e as ações da rainha da Escócia ao tentar legitimar Bash eram apenas uma tentativa de proteger o seu amado do destino traçado pelas visões de Nostradamus. Com isso, o enredo gira de novo, deixando o bastardo em uma posição complicada, visto como traidor por tentar roubar a coroa e a amada de seu irmão.

Um fato interessante sobre esse episódio é que a CW anunciou/disponibilizou uma versão para download sem cortes. Aparentemente, as cenas de sexo dessa versão são mais ousadas do que as apresentadas na TV. De acordo com a emissora, seria uma nova experiência para o telespectador.

E por falar em ousadia. A pergunta que fica depois desse episódio e as contradições de Nostradamus é: terá Reign a ousadia de matar seu protagonista?

Coroa Real nº 1: Tudo bem fazerem Lola assistir Francis e Mary consumando o casamento, mas chamar Bash pra ver a cena foi muita maldade.

Coroa real nº2: Catherine só aceita morrer se for com classe.

Coroa real nº3: Clarissa está viva e sua Revenge is coming.

Coroa real nº4: Kenna já percebeu que ser amante do rei não é uma boa idéia e já quer pular fora.


Coroa real nº 5: Onde foi parar o padeiro de Greer?


Um comentário:

  1. Ai que difícil ser rainha, né?
    "Ai, acabei de brigar com a minha mãe, expulsei ela do castelo, expulsei ela da minha vida, agora me deem licença que vou ali consumar meu casamento e já volto."

    E outra, essa ~premonição~ do Nostradamus tá é muito confusa. Se a profecia diz que quem morre é o primogênito da rainha, com Clarissa viva, ela continua sendo a primogênita. Pare com esse auê, Nostradamus, que o Francis vai morrer mesmo é de uma otite da braba.

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